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Entrada de novos investidores pode travar liquidação da SAD do Boavista

A decisão do Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia surge após o administrador da insolvência ter optado por não levar o plano de recuperação a votação, face à probabilidade de rejeição pelos credores, fixando efeitos da liquidação a partir de 31 de maio.

"O administrador da insolvência, atento às probabilidades quase nulas de aprovação, optou por não colocar o plano a votação. Ao fazer isso, o tribunal decretou a liquidação", explicou à Lusa fonte da SAD axadrezada.

A mesma fonte sublinhou, contudo, que existe a convicção de que a decisão pode ser travada mediante a apresentação de um novo plano dentro do prazo estabelecido.

"O administrador admite encontrar investidores interessados na recuperação do Boavista até ao final do mês. É uma esperança sólida. Ao que consta, o interesse de Gérard López na salvação da SAD mantém-se", reforçou a mesma fonte, acrescentando que a decisão judicial permite que as equipas principais e de sub-19 terminem a atual época desportiva.

O cenário de liquidação da SAD ocorre na mesma altura em que o tribunal rejeitou o pedido de impugnação do leilão do Estádio do Bessa e do complexo desportivo, avaliados em 37,9 milhões de euros (ME).

A venda judicial, que decorre até 20 de maio, é contestada pela direção e pela claque Panteras Negras, o mais representativo grupo organizado de adeptos axadrezados, que também anunciou a intenção de recorrer aos tribunais para tentar suspender o leilão e declarar a nulidade do processo.

O Boavista, campeão nacional em 2000/01, acumulou dívidas superiores a 150 ME, tendo a liquidação do clube sido aprovada em setembro de 2025.

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