Durante a entrevista ao Corriere della Sera, Pio Esposito recordou as emoções vividas após o erro da marca dos onze metros frente à Bósnia: "Fiquei a olhar fixamente para um ponto e não conseguia perceber o que tinha acontecido, senti-me de rastos. O primeiro pensamento foi ter desiludido os meus companheiros, as pessoas em casa, os amigos, a família. Vou continuar a marcar penáltis, vou converter alguns e falhar outros: nesse dia estava convencido de assumir a responsabilidade de ser o primeiro a bater, sentia-me confiante, mas correu mal".
O jovem avançado também recordou um período complicado da sua infância, quando se mudou com apenas seis anos de Castellammare di Stabia para Brescia: "No início chorava todas as noites porque queria voltar a casa. Era um miúdo com muita raiva, irascível, tanto na escola como no relvado. Depois adaptei-me muito bem, mudando completamente".
Exaltação e exemplo
O avançado respondeu ainda às críticas de quem o considera demasiado exaltado pelos media: "Há exagero, tanto para o bem como para o mal. Sou um rapaz de 20 anos que veio da Serie B, a quem ninguém deu nada, que está a destacar-se na sua primeira época no Inter, mas que ainda não fez nada para justificar certas comparações. Não tenho culpa: nunca disse que era um fenómeno ou que valia 100 milhões. Sou apenas alguém que dá sempre o máximo todos os dias".
Ao falar sobre o seu crescimento, o avançado do Inter destacou a importância do exemplo de Lautaro Martinez: "O que emociona é a sua paixão, a fome que tem: mesmo nos treinos joga como se fosse a final do Mundial".
Ligações
O avançado confessou que, nos últimos meses, recorreu também a um psicólogo do desporto para gerir melhor a pressão: "Desabafo, dá-me conselhos práticos. Ajuda-me muito e gosto de aprofundar". Por fim, explicou o quanto foram importantes as experiências na Serie B: "No primeiro ano tive muitas dificuldades, senti o salto da Primavera, marquei apenas 3 golos e garantimos a manutenção na última jornada".
Reforçou ainda a forte ligação ao seu treinador Cristian Chivu: "Devo-lhe muito pela confiança que depositou em mim, também neste verão", concluindo com um olhar para o futuro: "Não, sempre quis ser futebolista e realizei o primeiro sonho. Agora tenho de perseguir todos os outros".