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Do fundo à esperança: Paços larga a lanterna vermelha e relança luta pela manutenção

Acompanhe as incidências do encontro

Nuno Braga tinha uma missão delicada quando chegou a Paços de Ferreira. As dificuldades do clube são públicas e a manutenção na Liga 2 voltou a ser o objetivo para a época 2025/26, depois do sofrimento do play-off da época passada, com o conjunto nortenho a superar o Belenenses para evitar descer mais um escalão.

Habituado à Liga Portugal, o Paços de Ferreira enfrenta agora uma realidade diferente, mas nos últimos encontros tem demonstrado argumentos para garantir a permanência no segundo escalão.

A melhoria recente refletiu-se também na tabela: os castores ascenderam à 14.ª posição, igualando a segunda melhor classificação da temporada e, acima de tudo, criando uma curta distância para a zona de descida.

Mudanças trouxeram resultados

A época ainda não terminou e os jogos mais exigentes estão por chegar, mas os sinais recentes dão finalmente motivos para sorrir aos exigentes adeptos pacenses.

Apesar dos 30 pontos, a equipa mantém-se apenas a um ponto do lugar de play-off e a três da zona de descida direta, pelo que tudo pode mudar já esta jornada, marcada desde logo pelo duelo direto com o Leixões, que é 12.º classificado com apenas mais um ponto do que o Paços.

Sucessor de Filipe Cândido na Capital do Móvel, Nuno Braga aterrou na Liga 2 com o estatuto de treinador mais jovem do campeonato, com apenas 37 anos, mas o antigo treinador dos sub-23 do Académico de Viseu não teve medo de assumir o risco da mudança.

Depois da derrota na estreia com o Lusitânia de Lourosa, o Paços abandonou a linha de cinco defesas e passou a atuar em 4x3x3, alteração que trouxe efeitos imediatos, com um triunfo pela margem mínima frente ao Feirense.

As mexidas abrangeram todos os setores e nem a baliza ficou imune, com o jovem Rafa Oliveira (22 anos), ex-Vitória SC, a assumir a titularidade. Depois de não sofrer golos nos primeiros dois jogos da Liga 2, voltou a manter a baliza a zeros em mais três ocasiões, contribuindo para a melhoria defensiva dos castores, que somam atualmente 34 golos sofridos (14.º melhor registo do campeonato).

Além da maior consistência defensiva, os triunfos recentes evidenciam também um espírito renovado de uma equipa que, tal como o relvado, parecia afetada por problemas enraizados.

As reviravoltas frente ao Académico de Viseu (2-1), com dois golos já no período de descontos, e ao Portimonense (2-3) deram novo fôlego e permitiram à equipa respirar fora da linha de água.

Na sempre competitiva Liga 2 não dá para dormir à sombra de resultados e, com clubes como Portimonense, Penafiel e Farense na luta pela permanência, uma coisa é certa: apesar de viver um dos melhores momentos da época, o risco de descida só desaparece perante a ciência exata da matemática.

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