“Temos muito orgulho naquilo que fizemos. Foi um trabalho bem feito e, mesmo sabendo que em alguns jogos podíamos ter conseguido algo mais, sinto que fizemos uma boa época, com um plantel muito equilibrado”, disse o dirigente, à margem da cerimónia Adelinos, que distinguiu figuras do passado e do presente do clube.
Rui Silva acredita que o Gil Vicente ainda tem uma palavra a dizer na luta pelo quinto lugar (está na sexta posição, com menos dois pontos do que o Famalicão), mas vinca que, se esse objetivo não for cumprido, tal não apaga “o excelente campeonato” feito pela equipa.
“Temos mais dois jogos para realizar e seis pontos para conquistar. Iremos certamente lutar por isso, não sei se será suficiente, mas vamos tentar. Mesmo que não seja possível o quinto lugar, o sexto lugar é uma excelente classificação num campeonato em que o Gil Vicente partia realmente atrás de muitos outros clubes”, afirmou.
O dirigente gilista lembrou que o clube “tem um orçamento relativamente baixo em relação à média no campeonato” e, por isso, falou num “ano muito bom”.
“O Gil Vicente não é um projeto com muita força financeira. Há alguns aspetos em que não conseguimos competir, tentamos fazê-lo sendo rigorosos e competentes. Se conseguirmos o quinto lugar, melhor ainda; se não for possível, vamos ficar contentes na mesma”, desabafou.
Sobre o futuro da equipa na próxima época, Rui Silva reconheceu que “se até os clubes grandes têm necessidade de vender ativos, o Gil Vicente não vai fugir à regra”, mas elegeu a estabilidade como palavra-chave, contando com a continuidade do técnico César Peixoto.
"Ele (César Peixoto) está muito contente e identificado com o projeto, e nós também com a forma de ele pensar e agir. Por isso, tem tudo para seguirmos o caminho juntos”, afirmou.
Sobre a cerimónia Adelinos, que contou com a presença de Reinaldo Teixeira, presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, e Domingos Paciência, vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol, o líder do Gil Vicente falou num evento para “engrandecer o clube”.
“Precisamos que os sócios e adeptos se aproximem mais do clube. Este evento relembra todos aqueles que estiveram na história dos nossos 102 anos”, disse.
Nesta cerimónia foram distinguidos o treinador César Peixoto, assim como o médio Santi García, além de Paulo Alves (ex-jogador e treinador do clube), Francisco Dias da Silva (presidente honorário), a Câmara de Barcelos, assim como sócios, colaboradores e dirigentes.