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Farioli responde a Borges e Mourinho e trava euforia: "O foco não são celebrações"

Acompanhe aqui as incidências do encontro

Três pontos que valem título: "Temos consciência sobre o resultado. Por outro lado, a semana foi concluída com a abordagem certa, tivemos quatro sessões, foi a primeira vez depois de muitas semanas em que tivemos tempo para treinar. Nos primeiros dois dias tivemos a intensidade no máximo, ontem baixámos um pouco o ritmo e hoje voltamos a ter uma sessão exigente. Preparámos o jogo com muita atenção e com o respeito e crédito que o Alverca merece pela época que fez. Já estão safos da despromoção há algum tempo, isso é algo que não deve ser subestimado. Temos a consciência do que o jogo de amanhã pode significar, mas o nosso foco tem que ser no jogo e não pensar em celebrações. O que aprendemos com os resultados desta semana é que os jogos não acabam até ao apito final".

Quer entrar campeão ou jogar para ser campeão?: "O cenário que temos em mente é o jogo de amanhã, o que acontecer antes (entre Benfica e Famalicão) não muda o desejo de querermos ganhar o jogo com a mesma mentalidade. Espero que os próximos três jogos sejam disputados com uma excelente atitude, mas antes disso queremos focar-nos no jogo de amanhã (sábado)".

Em 30 jogadores utilizados esta época, 18 não sabem o que é ser campeão: "Quando começámos há muitos meses, não estávamos a pensar tão longe. A nossa abordagem foi começar no presente, construímos pouco a pouco a nossa identidade, os nossos comportamentos e como competimos. Através desse processo, tivemos a oportunidade de disputar três competições até há uma semana e isso é resultado de muito trabalho, planeamento, metodologia e exigências diárias. Temos um grupo de atletas capaz de aceitar a carga que vai colocar no seu corpo, uma estrutura à volta da equipa e há muita coisa que anda à volta, em termos de microgestão. 

Falamos do treino invisível, do descanso, a recuperação, a sessão extra, a reunião extra, o trabalho que tem sido feito pelo departamento de performance e o departamento médico... Depois há outros tópicos de tomada de decisões, sobre quando disputar jogos, se devemos ou não adiar jogos, tudo isto vai aproximar-te ou deixar-te mais longe do objetivo. O que fizemos desde o primeiro dia - e fiz o mesmo no Nice e no Ajax -, é tomar decisões e preocupar-me com a saúde dos jogadores - a nível físico e mental -, o grupo aceitou isso de forma fantástica e essas pequenas decisões trouxeram-nos ao sítio em que estamos hoje. Mas ainda temos três jogos por disputar".

Mais perigoso jogar com uma equipa tranquila?: "Tocou no ponto que falei esta manhã com a equipa. O Alverca é uma equipa que não tem nada por que jogar, mas de certeza que vai querer ser protagonista no sábado. Querem confirmar no grande palco o que têm feito esta época, temos de estar preparados para uma equipa que mudou muitos jogadores, mas que foi construída com qualidade.

Há 4 ou 5 jogadores que podem jogar nas 5 melhores equipas em Portugal, uma identidade vincada e uma organização forte graças ao trabalho do treinador Custódio e isso, para mim, diz muito sobre o quão preparados precisamos de estar. Esta Liga já mostrou que não há jogos fáceis, não podemos desligar 1% da nossa atenção e compromisso. Não podemos reduzir a nossa intensidade amanhã".

Rui Borges disse que era um homem livre e não debita as palavras do presidente: "Não tenho muito a dizer sobre isso. Também sou um homem livre, ligado a pessoas com quem estou muito contente de estar ligado. Estamos totalmente alinhados em todas as decisões que tomamos, obviamente que há discussões e desafios de melhorar todos os dias, mas a nível de espírito e alinhamento, há duas liberdades que vão no mesmo caminho. Tem sido assim desde o primeiro dia e assim vai continuar no futuro".

Há um ano estava numa posição diferente. Como se apresentaria agora?: "Não há muito tempo para pensar a nível emocional ou antecipar emoções. É bom viver as emoções no momento. O que podemos fazer é colocar esforço máximo para deixar o máximo de emoção, às vezes colocamos o máximo de esforço e não conseguimos o que queremos. Continuo a ser a mesma pessoa de há muitos anos, tento ser sempre eu próprio em tudo o que faço, sem procurar atalhos ou compromissos. As decisões que tomei na minha curta carreira têm sido lideradas pela mesma motivação sobre quem sou. Não vejo muita diferença em relação à pessoa que era há um ano".

Já explorou a cidade e por onde vai passar a festa?: "É normal que tenha de fazer o seu trabalho, mas já respondi a isso na semana passada. O meu trabalho como treinador é preparar as coisas em campo. Sobre a logística, temos uma muito boa organização em vários departamentos, por isso o meu foco é amanhã entrar em campo com o espírito certo. Não há muito tempo para pensar tão à frente, vamos pensar na primeira bola do jogo, na segunda e na terceira e depois vemos onde estamos".

Jogadores motivados ou pressionados para o jogo: "A grande pressão para nós é entrar no campo e entregar uma grande exibição que nos aproxime dos resultados que queremos. Esta é a pressão que coloco em mim próprio, que a equipa técnica tenta levar aos jogadores. Esta manhã tivemos uma reunião técnica a analisar a agressividade da linha defensiva, se devemos estar um metro à frente ou atrás, é para aí onde vai o meu foco. Podemos sonhar ou esperar emoções e conquistas, mas o que realmente importa é como transformamos este desejo em ações e comportamentos. Sinto-me muito grato por este grupo de jogadores, grupo de trabalho, porque fizemos algo muito bom que é manter o foco em detalhes. Isto não vai mudar nos últimos dias da época".

Mourinho disse que Farioli será campeão com mérito: "Há muito respeito pelo mister Mourinho. Já mencionei várias vezes o respeito que tenho pelo que ele fez, a inspiração que ele tem sido e é para mim próprio e para a nova geração de treinadores. Também ouvi que lhe pediram para fazer uma comparação, se eu poderia ser o próximo Mourinho. Mas entre mim e o mister Mourinho há 26 títulos de distância, estou no início da minha carreira, não mereço estar na discussão porque o mister Mourinho merece estar ao nível de nomes como Klopp, Guardiola, Ferguson. Eu sou um jovem estudante do jogo, estou a começar a minha carreira. Tenho um enorme respeito por Mourinho apesar de estarmos em dois clubes gigantes de Portugal, ambos na luta pelo título". 

Ambiente na chegada da Amadora: "Para mim foi um abanão porque tanto abanaram o meu carro que quase me levaram para casa (risos)".

FC Porto pode alcançar o recorde de pontos (91 pontos) caso vença todos os jogos; gerir expectativa e entusiasmo com jovens no plantel: "Esse é um potencial objetivo, mas para lá chegarmos precisamos de dar alguns passos. Sou muito repetitivo neste aspeto: vamos focar-nos no jogo de amanhã. Queremos fazer tudo o possível para que essa estrada seja possível até ao fim. Estamos no 'modo Alverca', enquanto estou aqui a falar os jogadores e o staff estão a preparar os detalhes para o jogo.  Não há nada mais importante do que isso".

Espera um Alverca em bloco baixo ou pressionante? "Gosto dessa pergunta, mas depois do jogo porque não queremos falar muito do plano de jogo. Não podemos controlar o que o Alverca vai fazer, o que podemos é controlar a nossa resposta. Temos as nossas ideias e expectativas, espero dois jogos diferentes, vai haver momentos em que vão pressionar alto, outros em que vão baixar. Do outro lado, vamos fazer o mesmo. Queremos recuperar o máximo de vezes a bola no campo ofensivo. Mas vai haver momentos em que, por natureza, teremos de descer alguns metros. O jogo da primeira volta é uma boa referência sobre cenários diferentes, amanhã será igual e talvez algo novo porque tiveram uma semana para preparar alguma surpresa. Temos de estar bem atentos ao que pode acontecer".

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