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Feio conversou com Pietuszewski e atira: "Não ganhámos pontos, mas ganhámos uma equipa"

Recorde aqui as incidências do encontro

Análise: "Houve momentos muitos bons, mas também maus que temos que corrigir. Jogámos contra uma grande equipa, que é líder desde a primeira jornada até agora. Estou contente com os meus jogadores, mas obviamente que não estou com o resultado. Não faltou entrega, princípios, o querer pôr em prática o que treinamos e o plano de jogo. Longas posses em campo contrário em que quisemos criar superioridades em setores, faltou-nos entrada na área. Depois, com naturalidade, o FC Porto empurrou-nos lá para trás. Tivemos um grande homem na baliza, mas uma equipa solidária à frente dele. Tivemos dificuldades a fechar as zonas laterais na primeira parte, os extremos deviam ter fechado as zonas por dentro, o que permitiria ao lateral e centrar fechar as entradas na área. O primeiro golo vem disso, de uma bola em que não fechamos bem o meio.

Jogámos contra uma equipa de grande qualidade. O FC Porto teve nesse altura um grande ascendete. Depois, numa bola que parecia controlada, há o 2-0 e aí voltámos a ter momentos importantes. Esta equipa cresceu muito nas últimas três semanas, tivemos momentos interessantes com bola. Na primeira parte tivemos a ação do amarelo do Kiwior que se houvesse um passe de extremo para extremo podia ter surgido o 0-1. Em alguns momentos, conseguimos utilizar a pressão para asfixiar o FC Porto. Outra vezes, fomos capazes de rodar e sair da pressão. Podíamos ter aproveitado mais o facto de rodar para o lado oposto. Quando não fomos capazes de o fazer custou-nos mais.

Dar os parabéns ao FC Porto, é um merecido vencedor. Mas sublinhar que, quando começámos há 3 semanas, sabíamos que tínhamos estes 3 jogos difcílimos para montar a equipa e elevar os jogadores, a nível de confiança e compreensão dos princípios. Agora vem outro tipo de jogos com rivais direteos e sinto a equipa preparada, com crença total que vamos cumprir a missão".

Sistema de três centrais: "Já no último jogo tivemos momentos de três centrais. Tal como disse no último jogo, um treinador tem um leque de jogadores com um leque de caraterísticas. Depois pensamos no rival e no cenário de jogo dominante, por isso hoje decidimos por esta linha de três, tendo o respeito que tínhamos que ter pelo FC Porto. Também pela forma como queríamos aproveitar os espaços e isolar os extremos e ter os três homens do meio campo baixos. Mas, neste momento, a força de uma equipa passa pela envolvência dos jogadores, tê-los perto do seu rendimento máximo e potencial. Estas três semanas não nos deram pontos, mas permitiram-nos construir uma equipa e ter ferramentas e respostas para cenários que vamos encontrar no final da temporada".

Conversa com Pietuszewski no final do jogo: "Vejo-o feliz e que, apesar de não ter trabalhado com ele - competimos contra ele muitas vezes -, é sempre uma alegria ver gente jovem a aparecer e dar rendimento. Disse-lhe que está num contexto perfeito para crescer e continuar assim. Sabe que há muita gente na Polónia a querer-lhe bem. Perguntei-lhe se estava tudo bem. Quanto ao rendimento: é um jogador muito jovem, não nos podemos esquecer disso. Já foi decisivo no FC Porto, para isso é preciso ter a personalidade certa e uma equipa à volta dele. Aí, o Bednarek e o Kiwior certamente ajudaram-no bastante. Também é preciso uma estrutura e um treinador com a coragem de o colocar lá dentro e aproveitar as oportunidades.

Se estou surpreendido? Não vou mentir. O impacto que está a ter é maior do que previa, pelo contexto de que vinha e pela exigência deste contexto, mas todo o redor dele deve estar a fazer um grande trabalho, principalmente o próprio Pietuszewski, e quando assim é as coisas boas acontecem".

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