ADVERTISEMENTS

Serie A: Parma trava Nápoles (1-1)

Parma 1-1 Nápoles

Objetivos distintos para o Parma e o Nápoles. Os donos da casa entravam em campo para confirmar uma manutenção praticamente garantida, enquanto os visitantes procuravam manter o bom ritmo das últimas jornadas que os levou ao segundo lugar. Nem um minuto tinha passado e os ducais já estavam na frente: lançamento longo de Suzuki para Elphege, que antecipava tanto o Buongiorno como o Juan Jesus, deixando o espaço à sua direita desprotegido. Foi nesse espaço que apareceu o Strefezza, que dominou e rematou com classe.

Foi o primeiro golo do brasileiro pelo Parma. Um golo que apanhou de surpresa os campeões de Itália, obrigados de imediato a reagir. Com a vantagem madrugadora, a equipa da casa fechava bem as zonas centrais do relvado, forçando o De Bruyne a procurar espaços curtos: depois do quarto de hora, o belga driblava um adversário e, à entrada da área, via o seu remate de pé esquerdo ser travado.

Montado praticamente em espelho com o adversário, o onze da casa adensava o meio-campo, deixando abrir o McTominay e o De Bruyne, que, no entanto, estavam demasiado nas faixas para conseguirem criar perigo como gostam. Bernabé era o primeiro responsável por lançar a sua equipa, enquanto o Anguissa dividia-se entre a posição de médio defensivo e a de avançado mais móvel, com o Hojlund a envolver-se nas habituais batalhas de costas para a baliza com o central rival, neste caso o Troilo.

O final do primeiro tempo via o Spinazzola a abrir várias vezes na ala para tentar chegar à linha de fundo: mas na área, primeiro Hojlund, depois Anguissa e por fim McTominay não conseguiam finalizar. O Parma ainda teve uma excelente oportunidade por Del Prato, que arrancou em contra-ataque e só foi travado por uma saída arriscada do Milinkovic-Savic já perto dos trinta metros.

Com Beukema a render Juan Jesus, os napolitanos entravam na segunda parte com a necessidade de furar o muro amarelo e azul. Aos 50 minutos, um excelente passe vertical de Lobotka permitia a Hojlund rodar rapidamente, mas sem conseguir escapar à marcação apertada de Troilo, que o travava. Aos 56 minutos, Conte tirava Anguissa para lançar o Alisson Santos, recuando McTominay para o meio-campo.

E poucos minutos depois a aposta dava frutos, pois o eslovaco servia de primeira Hojlund, que por sua vez assistia o escocês, cujo remate de pé direito, após aparecer nas costas da defesa, entrava junto ao poste, também graças a um desvio de um defesa do Parma. Mais confiante, a equipa visitante ganhava ânimo: um cruzamento de Politano atravessava toda a área adversária e saía por pouco.

Nos últimos 20 minutos, os napolitanos organizavam o assalto final com Giovane, que entrou para o lugar de um Hojlund ainda longe da melhor forma. A pressão azul era constante: primeiro Alisson e depois McTominay – este último com uma bela mas lenta bicicleta – rematavam, porém, ao centro e sem força para incomodar Suzuki. Keita, que realizou uma exibição notável no meio-campo, protagonizou uma excelente jogada individual que terminou num remate perigoso, mas ao centro, que Milinkovic desviou.

Quem desperdiçou uma grande ocasião foi Elmas, que foi encontrado em excelente posição na área adversária por Gutierrez, mas mostrou não ser especialista no jogo aéreo, cabeceando de forma desajeitada. O assalto final dos napolitanos era natural, com Elmas a realizar uma finta num espaço curto, mas sem conseguir romper. Alisson rematava de pé esquerdo e Suzuki respondia, enquanto um Troilo imperial voltava a cortar um cruzamento de Spinazzola.

Os últimos dois minutos resumiram-se ao remate desenquadrado de Gutierrez, o último suspiro de um Napoli que deixa dois pontos em Parma. Tal como na primeira volta no 'Maradona', onde o sonho do Scudetto começou a desvanecer-se. Hoje, provavelmente, ficou sentenciado.

Andere Neuigkeiten