Recorde aqui as incidências do encontro
Análise e abordagem: "A equipa abordou o jogo como normalmente aborda, com a coragem habitual, com os princípios habituais, com os caminhos que temos e preconizamos para que sejam feitos em todo o lado, não só em casa. Jogámos perante um grandíssimo adversário, muito forte, com muitas alternativas, capacidade individual e coletiva. O jogo entrou numa toada forte, agressiva e muito tática. Tenho de tirar o chapéu aos meus rapazes, tiveram um comportamento incrível, jogadores com exibições fantásticas.
O Sá, por exemplo, na capacidade de encontrar o espaço, sentir onde estava o espaço para se virara para a frente. E sem bola, saber quando tinha de saltar e baixar. Hoje experimentámos uma forma de estar um bocadinho diferente sem bola e a capacidade interpretativa foi muito boa. Ambiente fantástico, um grandíssimo jogo de futebol entre o FC Porto e o Famalicão. Que lindo jogo de futebol, que fantástica emoção. O resultado para nós, depois do que fizemos, seria sempre o menos importante. O (importante é o) desenvolvimento desta ideia de jogo corajosa, destes jogadores para estarem preparados para jogar noutros patamares. Chegar ao fim e dar uma alegria para os rapazes, que mereciam".
Onde é que a equipa foi buscar crença?: "Nós falamos todos os dias de fome. O que nos alimenta na vida e no trabalho é querer viver emoções, não ir sobrevivendo, vendo o que a vida dá, sentirmo-nos satisfeitos com o médio... Não, ambição no máximo, esfomeados por tudo. Enquanto a Fat Lady não canta, há jogo. Há jogo até ao final e nós acreditamos sempre. Temos uma ambição muito forte. Sentimos que dava qualquer coisa. Quantas defesas fez o nosso guarda-redes, quantas fez o guarda-redes do FC Porto? Quantas vezes chegámos em zonas de definição desde o primeiro minuto até ao último? Podíamos ter tirado mais proveito.
Sem tirar mérito a um adversário fortíssimo, que está em primeiro com muito mérito, que tem muita capacidade, muito poder, muita ferramenta tática e que também é esfomeado. Isto ainda nos faz sentir mais valorizados. O que vale é a emoção, o momento, a vida é feita destes momentos. Na antevisão ao jogo falava do que é para mim o sábado de Páscoa. É um dia muito especial para o futebol. As minhas lembranças do sábado Páscoa são ir sempre com o meu pai ao futebol. Dar aos nossos adeptos esta emoção, estas memórias... Daqui a muitos anos, alguns vão lembrar-se de quando o Famalicão jogou de peito aberto no Dragão, contra um FC Porto fortíssimo e empatou. Descansamos hoje, Páscoa amanhã com as famílias, desfrutar e depois continuar a trabalhar".
Palestra ao intervalo: "Acreditamos sempre no que vem aí. A primeira parte foi para analisar, para perceber o que tínhamos de fazer melhor. Estávamos a chegar muito distantes, tínhamos de chegar a essas fases de finalização muito mais por dentro. Acreditamos que o intervalo é um momento de aprendizagem. O FC Porto, naturalmente, foi crescendo pelo poder que foi entrando a partir do banco. Fomos impedindo, criando e não finalizando. Depois de o FC Porto fazer o golo não podia estar acabado, porque temos essa crença, vontade e, acima de tudo, caminhos. O golo do empate é algo trabalhado e que preconizamos. Saímos daqui com este resultado, mas não era o mais importante, era sim jogarmos aqui o nosso jogo".
O calendário difícil para conseguir o apuramento europeu: "Nós não nos assustamos nunca, quem joga desta maneira não pode estar assustado. Quem estiver atento ao nosso campeonato, nunca estivemos assustados. Já estivemos a perder e não mudamos, já tivemos a ganhar e fomos humildes para trabalhar. O que tiramos daqui? Um momento de felicidade para os nossos adeptos, sermos fiéis a nós próprios numa casa difícil. A vida é feita de viver momentos".