"Investigamos os cânticos islamofóbicos e xenófobos de ontem no RCDE Stadium", anunciou na rede social X a polícia regional catalã.
A partida desta terça, que terminou 0 a 0, teve vaias ao hino egípcio e gritos de "muçulmano é quem não pula" durante o primeiro tempo, entoados por parte dos 35.000 torcedores presentes.
"Sinto total e absoluta repulsa por qualquer atitude xenófoba, racista ou desrespeitosa. São intoleráveis", afirmou o técnico espanhol Luis de la Fuente na coletiva pós-jogo.
"Os violentos aproveitam o futebol para ter o seu espaço. É preciso afastá-los da sociedade, identificá-los e, quanto mais longe, melhor", acrescentou De la Fuente.
Pelo sistema de som do estádio, as autoridades pediram que os torcedores evitassem os "cânticos ofensivos" no intervalo e no segundo tempo.
"A extrema direita não vai deixar nenhum espaço livre do seu ódio e os que se calam, hoje, serão cúmplices. Seguimos trabalhando por um país tolerante e respeitoso com todos", acrescentou o ministro da Justiça.
O presidente da Federação Espanhola, Rafael Louzán, qualificou o episódio como um "acidente isolado que não deve voltar a acontecer".
A Espanha será a sede da Copa do Mundo de 2030 ao lado de Portugal e Marrocos. O torneio também incluirá jogos na Argentina, Uruguai e Paraguai.