O clube confirmou que Lukaku não compareceu ao treino depois de ter sido chamado de volta ao campo de treinos, provocando ameaças de ação disciplinar numa saga que deixou o futuro imediato do antigo avançado do Chelsea e do Inter de Milão em suspenso.
Lukaku falhou a viagem da Bélgica aos Estados Unidos, faltando aos jogos de preparação para o Campeonato do Mundo contra os EUA e o México para trabalhar a sua forma física. Depois disso, a imprensa italiana noticiou que o avançado se recusou a regressar às instalações do clube para se reabilitar.
"O Nápoles pode confirmar que Romelu Lukaku não respondeu ao apelo de hoje para regressar aos treinos. O clube reserva-se o direito de considerar a tomada de medidas disciplinares apropriadas, bem como de determinar se o jogador continuará a treinar com a equipa por um período indefinido", afirmou o Napoli em comunicado.
Lukaku, que marcou 14 golos na época passada para levar o Nápolesao título da Serie A, tem sofrido uma campanha tórrida atormentada por problemas físicos.
O jogador esteve afastado durante a primeira metade da época devido a uma lesão no tendão, tendo marcado um golo em cinco jogos desde o seu regresso em janeiro.
Lukaku defende decisão de ficar na Bélgica
O avançado de 32 anos defendeu a sua decisão de permanecer na Bélgica para tratamento, citando os problemas físicos que têm dificultado o regresso à sua melhor forma.
"A verdade é que nas últimas semanas não me estava a sentir bem fisicamente e fiz um exame enquanto estava na Bélgica e mostrou que havia uma inflamação e um líquido no músculo flexor da anca junto ao tecido cicatricial", disse Lukaku na segunda-feira.
"Como é o segundo problema que tenho desde que voltei no início de novembro, optei por fazer a reabilitação na Bélgica para poder ajudar quando for preciso. Nunca poderia virar as costas ao Nápoles, nunca. Não há nada que gostasse mais de fazer do que jogar e ganhar com a minha equipa. Mas, neste momento, tenho de me certificar de que estou clinicamente a 100%", acrescentou.