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Objetivos para o jogo: "O importante quando Portugal joga é ser competitivo. Dentro disso, o contexto deste estágio tem sido desafiante a nível do fuso horário, muitos aviões, treinamos ao nível do mar e depois jogámos em altitude no Estádio Azteca. Conseguimos utilizar muitos jogadores. Agora, temos a oportunidade de defrontar mais uma equipa da CONCACAF, com grande capacidade física e ataques rápidos, jogadores que conhecem o futebol europeu, com um treinador e equipa técnica com muita experiência europeia. É um bom jogo para nós, mas importa mais a preparação interna. Está a correr muito bem, estou muito satisfeito com o compromisso e atitude dos jogadores. Tem sido um período muito importante para preparar o Mundial".
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Dúvidas sobre Guedes e Pote: "A última informação é que o Pedro Gonçalves e o Gonçalo Guedes estão bem para treinar. Não há risco nenhum e vamos fazer o treino normal, depois avaliamos novamente".
Objetivos no jogo: "Continuar na linha do mesmo desempenho (com o México), que foi muito positivo no geral. Fomos uma equipa com capacidade para executar os conceitos que trabalhamos. Março não é fácil. Agora estamos na reta final, é sempre bom manter a baliza a zero, mas também precisamos de criar mais oportunidades, 10 remates contra o México não é mau, mas apenas três à baliza é. Temos de ser mais capazes de usar a nossa qualidade individual".
João Pinheiro pode ser o árbitro português na fase final: "Precisamos de exemplos, isso é importante. O trabalho do João Pinheiro é essencial para os árbitros novos e criar uma ideia clara do árbitro português na Europa e no Mundo. É meritório os nossos árbitros chegarem ao nível mais alto. Espero que tenha um final feliz".
Como fazer gestão querendo vencer o jogo: "É uma observação importante, não podemos utilizar as substituições por utilizar, precisamos de acompanhar o jogo, que pode mudar e temos de ajustar. O foco do estágio não é ganhar os dois jogos, o foco do estágio é o jogador. O mérito que tem de vestir a camisola de Portugal. Experimentei no México ver uma equipa na primeira e a mesma equipa na segunda parte depois de sete substituições e fizemos isso. É muito positivo porque mostra a capacidade dos jogadores de perceberem os conceitos, executarem no relvado e também é importante ter um estágio para a preparação para o Mundial ser perfeita. Fizemos isso ao treinar a nível do mar, jogar em altitude e num ambiente complicado no México.
Agora vamos enfrentar mais uma equipa da CONCACAF com um estilo diferente e num estádio fechado como onde vamos fazer dois jogos, em Houston. A preparação é importante para criar a complexidade que o torneio vai ter, mas o foco é o desempenho do jogador. Acredito muito neles, gostava que todos tivessem minutos, depois do treino de hoje vamos avaliar, não queremos correr riscos, mas queremos experimentar e procurar novas soluções para escolher a melhor lista de convocados para o Mundial. Sempre que um jogador veste a camisola de Portugal é para ganhar".
Novas regras no Mundial: "Não é a nossa posição dizer se gostamos ou não. Penso que precisamos de avançar com os tempos. Parece-me justo fazer em todos os jogos e não só nos que são necessárias paragens para hidratação. Os adeptos têm de entender que o futebol vai mudar, esta vai ser uma paragem tática e oficial durante três minutos. Tal como no futsal, no basquetebol, no andebol, o ímpeto pode mudar o jogo. Acredito que os jogos vão mudar com essas paragens. Precisamos de ter toda a capacidade para ajustar e mudar coisas enquanto o jogo está a decorrer. Ter a oportunidade de parar o jogo e falar com os jogadores é uma boa ocasião para passar uma boa mensagem para os jogadores. Fazemos cinco substituições, temos 11 jogadores a começar, duas paragens e essas cinco substituições. O jogo vai ser mais tático do que nunca".
Condições climatéricas com viagens e calor no Mundial: "Boa questão. Não nos podemos preparar para tudo, é impossível. Não podemos preparar quando aparece uma tempestade e temos de parar o treino ou o jogo. Temos de mudar a mentalidade, estar preparado para usar o talento e as palavras para ganhar um jogo sob qualquer circunstância. No Catar, os jogadores dormiram no mesmo colchão durante todo o torneio. Agora temos um torneio em três países, com fusos horários diferentes, condições meteorológicas diferentes e mudar a mentalidade para estarmos preparados para tudo o que possa correr mal".
Estado atual da seleção norte-americana: "Estou há 10 anos a trabalhar no futebol de seleções. Se há coisa que aprendi é que nunca se deve avaliar uma equipa em março. A razão para isso é que a equipa volta a estar junta depois de cinco meses - a última pausa internacional foi em novembro -, depois em março faz-se jogos de preparação, alguns jogadores têm receio de ficarem lesionados. Os EUA é uma equipa muito bem trabalhada, conheço muito bem o trabalho do Mauricio Pochettino há muitos anos, tem muita claridade no que faz. É capaz de ganhar 5-1 ao Uruguai, o que aconteceu com a Bélgica (derrota por 2-5) é o que acontece em março. Na primeira parte foi um bom jogo, na segunda parte a eficácia belga foi melhor. Não tiro grandes notas dos jogos de março".
Ancelotti considera que quem vai ganhar o Mundial é quem sofrer menos golos: "No futebol, se marcar mais golos do que o adversário ganha-se o jogo. É uma questão de estilo e ideias. É fácil ganhar um jogo ao manter a baliza a zero e ter a capacidade de marcar, mas se podes marcar mais golos que o adversário, também dá para ganhar. Há muita forma de ganhar jogos, o importante é ser muito muito bom na tua forma".
Brasil com dependência do Neymar, sente o mesmo com Cristiano Ronaldo?: "Todos os balneários são diferentes. Vocês (jornalistas) falam das figuras do futebol desde fora. Eu posso falar do Cristiano Ronaldo, é o nosso capitão, é um exemplo, um jogador de 41 anos com fome de melhorar todos os dias. Fora do relvado é um capitão exemplar, um estímulo para os jogadores novos na seleção, que mostra o caminho e os valores da equipa. No relvado é um avançado que marcou 25 golos nos últimos 30 jogos. Avaliamos todos os jogadores dia-a-dia e a exigência para estar na seleção é máxima, para todos".
EUA com dificuldades contra equipas europeias: "As infraestruturas que a Federação de Futebol dos EUA está a construir aqui em Atlanta, tudo começa pela formação. A avaliação contra equipas europeias é tirada do contexto, os jogos em grandes torneios ou em amigáveis não são a mesma coisa. O que é importante é moldar e desenvolver os jogadores para as necessidades da equipa principal. É preciso ter flexibilidade no futebol internacional, por isso é que estamos aqui, queríamos jogar contra duas equipas da CONCACAF porque não temos essas experiências. Os EUA estão a trabalhar bem nas infraestruturas para o futebol e o futuro é risonho. Às vezes é preciso ter um pouco de sorte num grande torneio como este para inspirar gerações mais novas".
Estado físico de Cristiano Ronaldo antes do seu último Mundial: "Não me atrevo a falar do futuro dele porque aprendi bem rápido a não prever o futuro com o Cristiano. Ele é elite em ser o melhor a cada dia. Teve uma lesão muscular, na próxima semana já deve começar a treinar com a equipa. Não é um grande problema, assim como o Nélson Semedo, o Rúben Dias, isto acontece. O Cristiano é o nosso capitão, é muito influente, ganhamos a Liga das Nações com um papel importante da parte dele. É uma ameaça dentro da área, a sua mentalidade é inspiradora, quer sempre melhorar, é o primeiro a chegar e o último a sair. Ninguém sabe quando será o fim".
Portugal entre os 5 favoritos a ganhar o Mundial: "Só as seleções que ganharam um Mundial é que são favoritas. Há muitos aspetos que são importantes numa equipa para ser campeã do Mundo. Um deles é o talento, outro é a barreira psicológica de acreditar que é possível ganhar. O debate é bom, estamos a falar de um Mundial em que é importante as equipas ganharem os três primeiros jogos e aí se vê quem é favorito. Só oito seleções ganharam um Mundial, essas podem ser consideradas candidatas em bom momento de forma. Para nós, o melhor que conseguimos foi ganhar um Europeu e duas vezes a Liga das Nações, o melhor que fizemos num Mundial foi o terceiro lugar em 1966, por isso vimos para cá com muita humildade, muito talento e compromisso dos jogadores. Temos que tirar o máximo rendimento durante os três jogos no Mundial para ver a que nível podemos chegar".
Se Ronaldo não for ao Mundial vai afetar o grupo?: "Como qualquer jogador de futebol, até chegares ao Mundial há muita coisa que pode acontecer, como lesões e momento de forma. Resta esperar até ao momento da convocatória e a equipa torna-se sempre forte com os membros de um torneio importante".