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Agora é oficial: CAN vai ser alargada para 28 equipas

O anúncio surpreendente do alargamento foi feito numa conferência de imprensa após uma reunião do comité executivo, com Motsepe a afirmar que era prova do "compromisso da sua organização com futebol de classe mundial, com os melhores jogadores africanos de todo o mundo a regressar para competir no continente".

No entanto, não explicou como funcionará o novo formato com mais quatro equipas, nem quando será implementado.

As últimas quatro fases finais da Taça das Nações Africanas contaram todas com 24 participantes, número que aumentou de 16 em 2019.

Motsepe garantiu que a edição de 2027 vai realizar-se como previsto no Quénia, Tanzânia e Uganda. Haverá ainda outra edição da Taça das Nações Africanas em 2028, após a qual a principal competição do continente passará a disputar-se de quatro em quatro anos.

A CAF vai lançar uma Liga das Nações anual a partir de 2029, com uma fase final de 16 equipas a realizar-se de dois em dois anos, acrescentou.

"Temos de acabar com esta situação de os jogos africanos não serem previsíveis, consistentes e fiáveis. É fundamental desenvolver o futebol na África Oriental, uma região com enorme potencial," afirmou Motsepe.

Mudanças nos regulamentos

Anunciou também alterações aos regulamentos que, segundo o líder federativo, vão reforçar a confiança e credibilidade nos árbitros, operadores de VAR e órgãos judiciais, mas não avançou com detalhes concretos.

O organismo que tutela o futebol africano tem enfrentado uma crise de confiança depois de o Conselho de Recurso ter retirado o título da Taça das Nações Africanas ao Senegal, decisão que foi alvo de críticas generalizadas.

O Senegal foi considerado derrotado na final em Rabat, a 18 de janeiro, depois de abandonar o relvado em protesto contra um penálti potencialmente decisivo assinalado a favor de Marrocos. A equipa regressou e marcou um golo no prolongamento, vencendo por 1-0. A decisão está a ser contestada no Tribunal Arbitral do Desporto e, caso o Senegal recupere o título, será mais um golpe na credibilidade da CAF.

"A CAF consultou extensivamente advogados e especialistas de futebol africanos e internacionais de topo, para garantir que os estatutos e regulamentos da CAF cumprem e aplicam as melhores práticas do futebol mundial, dentro e fora do campo," afirmou Motsepe num comunicado divulgado no domingo: "Isto é fundamental para o respeito, integridade e credibilidade dos árbitros africanos, operadores de VAR e dos Conselhos Disciplinar e de Recurso da CAF. A CAF está a trabalhar com a FIFA na formação contínua de árbitros africanos, operadores de VAR e delegados de jogo, para que estejam ao nível dos melhores do mundo... A CAF fez progressos significativos nos últimos cinco anos na implementação das melhores práticas de governação, ética, transparência e gestão”.

Motsepe não revelou detalhes concretos sobre as alterações nem sobre a forma como estas vão evitar uma repetição da polémica na final da Taça das Nações Africanas, tendo admitido, no início deste mês, que a sua organização tem enfrentado dificuldades em relação à perceção da sua integridade.

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