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Mosquera, um campeão da Premier League sem Mundial

O caso de Christian Mosquera é um dos mais difíceis de compreender: 34 jogos disputados em todas as competições. Campeão da Premier League. Terceiro central. Suplente de Saliba e Gabriel, dois dos melhores centrais do mundo e, apesar de tudo, não vai disputar o Mundial.

O central de ascendência colombiana, que nos últimos anos foi seguido tanto pela Federação Colombiana como pela RFEF, acabou por ficar sem lugar no Mundial de 2026. Nem a Colômbia nem a Espanha vão contar com o defesa, apesar de o seu nome ter sido muito falado durante meses.

Prioridade para Espanha

O defesa, nascido em Espanha mas com raízes colombianas, sempre deixou claro que a sua prioridade era desenvolver a carreira internacional com La Roja. Inclusive, já tinha somado minutos pela seleção espanhola em particulares recentes, alimentando a sensação de que Luis de la Fuente o tinha em consideração para a nova geração de centrais.

No entanto, a concorrência acabou por ser demasiado forte. O selecionador espanhol apostou em nomes com mais experiência ou melhor adaptação imediata à estrutura defensiva da equipa. Entre os escolhidos estão Pau Cubarsí, Eric García e Aymeric Laporte, além de apostas como Marc Pubill, que acabou por entrar na lista final para o Mundial.

Colômbia com os seus centrais definidos

A ausência de Mosquera representa também um revés para a Colômbia. Em solo colombiano ainda havia esperança de convencer o defesa a mudar de rumo internacional, aproveitando a enorme concorrência existente em Espanha. No entanto, o jogador sempre deu prioridade ao projeto espanhol, uma posição que era até debatida constantemente entre adeptos colombianos em redes sociais e fóruns de futebol.

A defesa da Colômbia costuma ser composta por Dávinson Sánchez, presença habitual nas escolhas de Néstor Lorenzo, e Jhon Lucumí, jogador do Bolonha italiano.

Além disso, Yerry Mina surge como terceiro central, deixando o setor bem coberto.

Mosquera tem o tempo a seu favor para lutar por um lugar em Espanha. Aos 21 anos, ainda tem margem para se afirmar na elite e voltar a bater à porta da seleção espanhola. Mas esta convocatória de Luis de la Fuente deixa um sinal claro: na defesa de Espanha existe uma concorrência feroz e, para já, Cubarsí, Eric García, Laporte e companhia estão vários degraus à frente.

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